Síndrome do Olho Seco: Entenda a condição que afeta milhões de pessoas e como tratá-la com segurança

Você sente seus olhos frequentemente secos, ardendo ou como se houvesse areia? Esses podem ser sinais da síndrome do olho seco, uma condição comum e que pode impactar bastante o conforto e a qualidade de vida. Neste conteúdo, você vai entender o que é essa síndrome, seus sintomas, causas, fatores de risco, formas de diagnóstico e os principais cuidados e ativos que auxiliam no tratamento.


O que é a Síndrome do Olho Seco?

A síndrome do olho seco é uma disfunção do filme lacrimal, que provoca instabilidade na lubrificação ocular. Isso pode ocorrer pela baixa produção de lágrimas ou pela evaporação acelerada das mesmas, afetando a superfície da córnea e da conjuntiva. A falta de hidratação adequada compromete a proteção dos olhos e pode levar a inflamações, microlesões e até perda de visão funcional nos casos mais severos.

Ela também é chamada de ceratoconjuntivite seca e é classificada em dois tipos principais:

  • Olho seco evaporativo: Quando a produção de lágrima é normal, mas ela evapora rápido demais (associado à disfunção das glândulas de Meibômio).
  • Olho seco hipossecretor: Quando há diminuição na produção de lágrimas pelas glândulas lacrimais.

Principais sintomas

  • Ardência e coceira nos olhos
  • Sensação de areia ou corpo estranho
  • Olhos vermelhos
  • Lacrimejamento reflexo (em resposta ao ressecamento)
  • Fotofobia (sensibilidade à luz)
  • Visão embaçada
  • Fadiga ocular
  • Dificuldade para usar lentes de contato

Fatores de risco

Diversos fatores podem contribuir para o surgimento ou agravamento da síndrome do olho seco:

  • Idade avançada
  • Alterações hormonais (como menopausa ou uso de anticoncepcionais)
  • Diabetes mellitus
  • Doenças autoimunes, como Síndrome de Sjögren e lúpus
  • Uso excessivo de telas (reduz o número de piscadas por minuto)
  • Climas secos ou poluídos
  • Uso frequente de lentes de contato
  • Cirurgias oculares prévias
  • Uso contínuo de medicamentos (como anti-histamínicos, diuréticos, antidepressivos)

Diagnóstico

O diagnóstico deve ser feito por um oftalmologista, que avalia os sintomas e realiza testes como:

  • Teste de Schirmer (mede a produção de lágrimas)
  • Teste do tempo de ruptura do filme lacrimal
  • Corantes oculares para identificar áreas de lesão
  • Meibografia para examinar as glândulas de Meibômio
  • Questionários de sintomas, como o OSDI

Tratamento e cuidados indicados

O tratamento varia conforme a causa e a gravidade da síndrome. Pode incluir:

Colírios lubrificantes

São os mais utilizados. Ajudam a hidratar e proteger a superfície ocular, promovendo alívio dos sintomas.

Colírios anti-inflamatórios

Em casos de inflamação persistente, o oftalmologista pode recomendar corticoides tópicos, ciclosporina ou lifitegraste.

Higiene palpebral

Essencial para quem tem blefarite ou disfunção das glândulas de Meibômio. Pode envolver compressas mornas, massagens palpebrais e limpeza com loções específicas.

Procedimentos médicos

  • Plugues de oclusão: inseridos nos canais lacrimais para reduzir a drenagem da lágrima
  • Luz pulsada intensa (IPL): melhora a função das glândulas de Meibômio
  • Séruns regeneradores: como soro autólogo em casos graves

Ativos que auxiliam no tratamento

Ácido hialurônico

Retém a umidade e promove alívio da irritação ocular. Usado em colírios e soluções oftálmicas.

Melatonina

Estudos mostram que pode aumentar a produção de lágrimas e reduzir inflamações na superfície ocular.

Coenzima Q10

Quando associada ao ácido hialurônico, melhora a regeneração da córnea e alivia o estresse oxidativo.

Ácido alfa-lipoico

Potente antioxidante, protege as células oculares, especialmente em diabéticos.

Vitaminas A, C, D e E

Ajudam na regeneração, redução de inflamação e combate ao estresse oxidativo.

Ácidos graxos (ômega 3 e 6)

Têm ação anti-inflamatória e melhoram a qualidade da camada lipídica da lágrima.

Probióticos

Ajudam no equilíbrio da microbiota intestinal, que pode influenciar a inflamação sistêmica e ocular.


Hábitos que ajudam na prevenção

  • Pisque com frequência ao usar telas
  • Evite ambientes com ar-condicionado excessivo
  • Use óculos de proteção contra vento e poeira
  • Hidrate-se bem e mantenha alimentação rica em nutrientes
  • Faça pausas frequentes ao usar computador ou celular (regra 20-20-20)
  • Consulte o oftalmologista regularmente

Conclusão

A síndrome do olho seco é uma condição cada vez mais comum no mundo moderno. Mas, com diagnóstico correto, hábitos saudáveis e uso de ativos adequados, é possível manter os olhos saudáveis e confortáveis. Fique atento aos sinais e procure um especialista ao menor sinal de incômodo ocular. Sua visão agradece!


📚 Referências

  1. Stapleton, F. et al. The definition and classification of dry eye disease: Report of the TFOS DEWS II. Ocular Surface, 2017.
  2. Barabino, S. et al. Role of inflammation in dry eye disease: clinical aspects and treatment. Ocular Surface, 2012.
  3. Chen, Y. et al. Efficacy of coenzyme Q10 and hyaluronic acid eye drops in dry eye disease: A randomized controlled trial. J Clin Med, 2020.
  4. Panahi, Y. et al. Omega-3 fatty acids in dry eye syndrome: A randomized, double-blind, placebo-controlled trial. Med Hypotheses, 2015.
  5. Alves, M. et al. Vitamin D deficiency and dry eye syndrome. Clin Exp Ophthalmol., 2016.
  6. Dinan, T. G., Cryan, J. F. Microbiota–gut–brain axis: from neurodevelopment to behavior. Gut Microbes, 2012.

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